segunda-feira, 2 de maio de 2011

POESIA: Eu, etiqueta

EU, ETIQUETA

Em minha calça está grudado um nome 
Que não é meu de batismo ou de cartório 
Um nome... estranho. 
Meu blusão traz lembrete de bebida 
Que jamais pus na boca, nessa vida, 
Em minha camiseta, a marca de cigarro 
Que não fumo, até hoje não fumei. 
Minhas meias falam de produtos 
Que nunca experimentei 
Mas são comunicados a meus pés. 
Meu tênis é proclama colorido 
De alguma coisa não provada 
Por este provador de longa idade. 
Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro, 
Minha gravata e cinto e escova e pente, 
Meu copo, minha xícara, 
Minha toalha de banho e sabonete, 
Meu isso, meu aquilo. 
Desde a cabeça ao bico dos sapatos, 
São mensagens, 
Letras falantes, 
Gritos visuais, 
Ordens de uso, abuso, reincidências. 
Costume, hábito, permência, 
Indispensabilidade, 
E fazem de mim homem-anúncio itinerante, 
Escravo da matéria anunciada. 
Estou, estou na moda. 
É duro andar na moda, ainda que a moda 
Seja negar minha identidade, 
Trocá-la por mil, açambarcando 
Todas as marcas registradas, 
Todos os logotipos do mercado. 
Com que inocência demito-me de ser 
Eu que antes era e me sabia 
Tão diverso de outros, tão mim mesmo, 
Ser pensante sentinte e solitário 
Com outros seres diversos e conscientes 
De sua humana, invencível condição. 
Agora sou anúncio 
Ora vulgar ora bizarro. 
Em língua nacional ou em qualquer língua 
(Qualquer principalmente.) 
E nisto me comparo, tiro glória 
De minha anulação. 
Não sou - vê lá - anúncio contratado. 
Eu é que mimosamente pago 
Para anunciar, para vender 
Em bares festas praias pérgulas piscinas, 
E bem à vista exibo esta etiqueta 
Global no corpo que desiste 
De ser veste e sandália de uma essência 
Tão viva, independente, 
Que moda ou suborno algum a compromete. 
Onde terei jogado fora 
Meu gosto e capacidade de escolher, 
Minhas idiossincrasias tão pessoais, 
Tão minhas que no rosto se espelhavam 
E cada gesto, cada olhar 
Cada vinco da roupa 
Sou gravado de forma universal, 
Saio da estamparia, não de casa, 
Da vitrine me tiram, recolocam, 
Objeto pulsante mas objeto 
Que se oferece como signo dos outros 
Objetos estáticos, tarifados. 
Por me ostentar assim, tão orgulhoso 
De ser não eu, mas artigo industrial, 
Peço que meu nome retifiquem. 
Já não me convém o título de homem. 
Meu nome novo é Coisa. 
Eu sou a Coisa, coisamente.
Carlos Drummond de Andrade

ISSO É CONSUMISMO!
QUAL É O PAPEL DAS TRANSNACIONAIS?


A VITÓRIA DA DISCIPLINA

PROJETO VALORES - DISCIPLINA

Disciplina
Disciplina tem a mesma etimologia da palavra "discípulo", que significa "aquele que segue". Também é um dos nomes que se pode dar a qualquer área de conhecimento estudado e ministrado em um ambiente escolar ou acadêmico. Geralmente diz respeito a uma Ciência ou Técnica, ou subderivados destas. Aqueles que seguem uma disciplina podem assim ser chamado de discípulos.
Assim, a palavra disciplina, além de significar, em sentido acadêmico,  matéria,  aula,  cadeira ou cátedra, também é utilizada para indicar, em educação, a disposição dos alunos em seguir os ensinamentos e as regras de comportamento.
A disciplina é um hábito interno que facilita cada pessoa o cumprimento de suas obrigações, é um autodomínio, é a capacidade de utilizar a liberdade pessoal, isto é, a possibilidade de atuar livremente superando os condicionamentos internos e externos que se apresentam na vida cotidiana.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

"Impor a disciplina a si mesmo é uma das grandes vitórias do homem, contra si mesmo.”
Textos Judaicos

sábado, 30 de abril de 2011

MÚSICA/MT

Eu sou filho de Mato Grosso,
basta olhar para o meu rosto
a minha cor é tropical
O verde no pé da serra
emoldura a minha terra
numa arte natural.
Mato Grosso Tropical
      Olimpio Alvis

RELEVANTES CITAÇÕES SOBRE MATO GROSSO

CULTURA

Segundo Antonio Joaquim na apresentação do livro Mato Grosso e sua História de Else Cavalcante e Maurim Rodrigues “Mato Grosso apresenta uma grande riqueza cultural que é resultado da sua história e está presente em todo um patrimônio de cultura que, infelizmente ainda é desconhecido da grande maioria de brasileiros que nasceram ou que vivem aqui e em outras regiões”. 

Segundo João Carlos Vicente Ferreira, no seu livro Mato Grosso e seus Municípios (1997, p.157) “Falar da cultura mato-grossense é falar da própria alma do povo deste Estado...Representa a nossa história, a nossa memória social, as tradições, técnicas, experiências, crêndices e acúmulo de conhecimentos de quase três séculos de miscigenação racial. Nessa simbiose de civilizações está a cultura mato-grossense.”

Segundo Ivane Inêz Piaia em seu livro Geografia de Mato Grosso, (1999, p.141) “É impossível andar pelas ruas da capital mato-grossense sem notar a diversidade dos semblantes que caracterizam sua população. Essa diversidade étnica/cultural é fruto da miscigenação ocorrida entre os três grupos raciais que povoam este território: índios, negros e brancos”. 


Economia Mato-grossense

Economia Mato-grossense

Ao longo da história Mato Grosso se dedicou a várias atividades econômicas como: mineração, pecuária, cana-de-açúcar, erva-mate, poaia, borracha, culturas de subsistência, etc. Atualmente tem uma presença forte a: agricultura, pecuária, agronegócio e despontando o turismo pelas suas belas paisagens. 
O desenvolvimento da agroindústria, faz com que à economia do estado cresça a um ritmo superior à média do país.
O rebanho bovino, o quarto maior do país, ultrapassando 14 milhões de cabeças. A maior parte deste rebanho concentra-se no norte e no sudeste do estado, e o manejo é feito com bom padrão tecnológico.
Mais de 20 anos após a formação de dois estados, Mato Grosso, que ficou com a região menos rica, apresenta crescimento expressivo. A principal força econômica esta na agricultura, cujo crescimento é demonstrado por recordes na produção de soja e de algodão. E ocupa a segunda posição na produção de arroz, sorgo e madeira.
Há uma grande concentração de terras no estado: as grandes propriedades, com mais de mil ha. representam 10,2% dos estabelecimentos agropecuários e ocupam 82,2% do território.
A região norte de Mato Grosso destaca-se pela indústria madeireira. As demais indústrias estão concentradas na região centro-sul, onde estão localizados os centros urbanos mais desenvolvidos e melhor servidos de rede de transportes e comunicações.
No setor de serviços, as atividades de maior destaque são a administração pública e o comércio.
O crescimento econômico do estado supera a média brasileira, mas as deficiências na infraestrutura, que prejudicam o escoamento eficaz de produção.
O agronegócio é o setor mais dinâmico da economia mato-grossense.
O futuro de Mato Grosso não se limita à agropecuária e ao agronegócio. Cada vez mais o Pantanal é reconhecido pelas suas qualidades ecológicas e como fonte de riquezas, desenvolvendo um setor de ecoturismo moderno, bem planejado e sustentável. São muitas as belezas naturais do Estado que poderiam servir de atrativo ao turismo ecológico e representar importante fonte de renda para o Estado e para as comunidades que vivem nas áreas dos polos turísticos.

Dados gerais de Mato Grosso: História

História de Mato Grosso
O nome de Mato Grosso é originário do estado. Em 1734, os irmãos Fernando e Artur Paes de Barros, procurando pelos índios Pareci, acabaram encontrando uma jazida de ouro no rio Galera, após atravessarem uma mata densa e fechada. Por causa da exuberância da floresta, denominaram a região de Mato Grosso.
De acordo com o Tratado de Tordesilhas, o atual estado de Mato Grosso, como quase todo o Centro-Oeste e a Região Norte, pertencia à Espanha. Por muito tempo sua exploração se limitou a esporádicas expedições de aventureiros e à atuação de missionários jesuítas espanhóis. Com o bandeirismo no século XVII e a descoberta de ouro no Brasil Central no século XVIII, a região é invadida por exploradores. A partir daí Mato Grosso insere-se no contexto da história oficial do Brasil durante o período colonial, mais precisamente a partir da chegada de Paschoal Moreira Cabral Leme, em 1719 e a descoberta de ouro. Em 9 de Maio de  1748 é criada a capitania de Mato Grosso, com sede em Vila Bela da Santíssima Trindade, posteriormente transferida para a Vila de Cuiabá. Dois anos depois, a região é incorporada ao Brasil pelo Tratado de Madri  que dava uso e posse da terra.
No século XIX, com o declínio da mineração, o empobrecimento, o isolamento da província torna-se inevitável. Alguma atividade agrícola e mercantil de subsistência sobrevive nos campos mais férteis do sul. O único meio de transporte até a capital era o navio, numa viagem pelo Rio Paraguai. Com a República, esse isolamento vai sendo vencido com a ampliação da rede telegráfica pelo Marechal Candido Mariano Rondon, a navegação a vapor e a abertura de algumas estradas precárias. Esse avanço em infraestrutura atrai seringueiros, criadores de gado, exploradores de madeira e de erva-mate para a região, além de diversos aventureiros.
Em 1917, com a chegada dos seringueiros, pecuaristas e exploradores de erva-mate na primeira metade do século XIX o Estado retomou o desenvolvimento.
Somente em 1943, durante o governo de Getúlio Vargas é que a configuração geográfica de Mato Grosso muda. Ocorre o primeiro desmembramento com a formação do Território Federal do Guaporé, hoje o estado de Rondônia.
Em 1977, durante o governo de Ernesto Geisel, houve a divisão do estado em duas partes. Uma parte do Estado foi desmembrada e transformado no Mato Grosso do Sul, tendo como sua Capital Campo Grande. Região que alcançou grande desenvolvimento por estar mais próxima da região Sudeste e do grande centro polarizador (São Paulo). E a outra ainda Mato Grosso com capital Cuiabá.

Qual a diferença entre lago, lagoa, laguna, barragem, açude ou represa?

O que é um lago ?  Lagos   são águas continentais, geralmente tranquilas, que se encontram armazenadas em depressões cercadas por terras. El...