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quinta-feira, 19 de abril de 2012

POEMA: Dia do Índio

Poema dos Inocentes Tamoios



Andávamos bem correndo
por nossas matas...
Ficávamos bem pescando
em nossas águas ...
Flechávamos bem de longe
a nossa caça...
Corriam bem pelas ondas
nossas igaras...
Furávamos bem por gosto
a nossa cara...
Com a pele preta e vermelha
mui bem pintada ...
Fazíamos bem de penas
roupas de gala ...
Soavam bem pelos ares
nossos maracás...
Bebíamos bem do vinho
que fermentava ...
Dormíamos bem nas redes
das nossas tabas ...
Bem tratávamos o amigo
que nos buscava ...
Mas os nossos inimigos
que bem matávamos!
Canoas altas e enormes
aqui pararam.
Homens como nunca vimos
nos acenaram.
Traziam roupas bonitas
em muitas caixas ...
Davam-nos pentes e espelhos
que rebrilhavam :
pediam-nos pau vermelho
que lhes cortávamos.
Traziam gorros, tesouras,
panos e facas:
Pediam peixes e frutas,
saguis e araras.
Já estávamos mal dormindo
em nossas tabas:
partiam os estrangeiros,
outros voltavam.
Andávamos mal correndo
em nossas matas:
longe, as canoas nas águas
logo estrondavam.
As moças dentro das ondas mal se
banhavam;
borboletas, passarinhos
já se assustavam.
Pelas brenhas e lagoas
fugia a caça.
Mal corriam nossas flechas,
lentas e fracas,
pois vimos flechas de fogo
muito mais bravas,
com os novos homens que vieram
e nos contaram
histórias de sua terra,
extraordinárias,
e à nossa terra subiram
e andar-andaram.
Nossos bens e nossas vidas
se misturaram;
e, dentro das nossas mortes,
o sangue e as raças,
como a água doce dos rios
e a água salgada ...
Ai, meus avós, que este mundo
é coisa rara:
tudo começa de novo
quando se acaba !

Cecília Meireles (1901-1964)

sexta-feira, 23 de março de 2012

POESIA: Água

Da nuvem até o chão 
Do chão até o bueiro
Do bueiro até o cano
Do cano até o rio
Do rio até a cachoeira
Da cachoeira até a represa
Da represa até a caixa d´água
Da caixa d´água até a torneira
Da torneira até o filtro
Do filtro até o copo
Do copo até a boca
Da boca até a bexiga
Da bexiga até a privada
Da privada até o cano
Do cano até o rio
Do rio até outro rio
Do outro rio até o mar
Do mar até outra nuvem

               Arnaldo Antunes

 REFLITA???

quinta-feira, 22 de março de 2012

Dia Mundial da Água

Dia Mundial da Água

O Dia Mundial da Água foi criado pela ONU (Organização das Nações Unidas) no dia 22 de março de 1992. O dia 22 de março, de cada ano, é destinado a discussão sobre os diversos temas relacionadas a este importante bem natural.


Planeta Água

Guilherme Arantes

Água que nasce na fonte
Serena do mundo
E que abre um
Profundo grotão
Água que faz inocente
Riacho e deságua
Na corrente do ribeirão...
Águas escuras dos rios
Que levam
A fertilidade ao sertão
Águas que banham aldeias
E matam a sede da população...
Águas que caem das pedras
No véu das cascatas
Ronco de trovão
E depois dormem tranqüilas
No leito dos lagos
No leito dos lagos...
Água dos igarapés
Onde Iara, a mãe d'água
É misteriosa canção
Água que o sol evapora
Pro céu vai embora
Virar nuvens de algodão...
Gotas de água da chuva
Alegre arco-íris
Sobre a plantação
Gotas de água da chuva
Tão tristes, são lágrimas
Na inundação...
Águas que movem moinhos
São as mesmas águas
Que encharcam o chão
E sempre voltam humildes
Pro fundo da terra
Pro fundo da terra...
Terra! Planeta Água
Terra! Planeta Água
Terra! Planeta Água...
Água que nasce na fonte
Serena do mundo
E que abre um
Profundo grotão
Água que faz inocente
Riacho e deságua
Na corrente do ribeirão...
Águas escuras dos rios
Que levam a fertilidade ao sertão
Águas que banham aldeias
E matam a sede da população...
Águas que movem moinhos
São as mesmas águas
Que encharcam o chão
E sempre voltam humildes
Pro fundo da terra
Pro fundo da terra...
Terra! Planeta Água
Terra! Planeta Água
Terra! Planeta Água...(2x)

POESIA: Outono


Primavera...
... flores... cores... alegria...
Verão...
... calor... praia... emoção...
Outono...
... renovação...
Inverno...
... frio... cobertor... lareira...
Você...
... primavera... verão... outono... inverno...
Porque...
Como a primavera...
... transmite alegria, com seu sorriso
... irradia beleza, tal qual as flores
... chama a atenção, igual as cores
Como o verão...
... queima, mas com seu amor
... encanta, tal a praia, seu encanto
... emociona, aquele, que lhe encanta
Como o outono...
... renova esperanças, daqueles que a amam
Como o inverno...
... chama o frio, para que seja aquecida
... pelo cobertor, ou, caso, queira, pelo seu amor
... e a chama da lareira, traduz a força de sua paixão

                                           Marcelo de Castro Costa

Canção de Outono

https://brasilescola.uol.com.br/geografia/outono.htm



 Canção de Outono


Perdoa-me, folha seca,
não posso cuidar de ti.
Vim para amar neste mundo,
e até do amor me perdi.

De que serviu tecer flores
pelas areias do chão,
se havia gente dormindo
sobre o próprio coração?

E não pude levantá-la!
Choro pelo que não fiz.
E pela minha fraqueza
é que sou triste e infeliz.

Perdoa-me, folha seca!
Meus olhos sem força estão
velando e rogando aqueles
que não se levantarão...

Tu és a folha de outono
voante pelo jardim.
Deixo-te a minha saudade
- a melhor parte de mim.

Certa de que tudo é vão.
Que tudo é menos que o vento,
menos que as folhas do chão...
                          Cecília Meireles

sexta-feira, 9 de março de 2012

POESIA: O homem; as viagens

O homem, bicho da Terra tão pequeno
chateia-se na Terra
lugar de muita miséria e pouca diversão
faz um foguete, uma cápsula, um módulo
toca para a Lua
desce cauteloso na Lua
pisa na Lua
planta bandeirola na Lua
experimenta a Lua
coloniza a Lua
civiliza a Lua
humaniza a Lua

Lua humanizada: tão igual à Terra
o homem chateia-se na Lua
Vamos para Marte, ordena à suas máquinas.
Elas obedecem, o homem desce em Marte
pisa em Marte
experimenta
coloniza
humaniza Marte com engenho e arte

Marte humanizado, que lugar quadrado
vamos a outra parte?
Claro diz o engenho
sofisticado e dócil.
Vamos à Vênus
o homem põe o pé em Vênus,
Vê o visto, é isto?
Idem
Idem
Idem

O homem funde a cuca se não for à Júpiter
proclamar justiça com injustiça
repetir a fossa
repetir o inquieto
repetitório
Outros planetas restam para outras colônias.
o espaço todo vira Terra-a-terra.
o homem chega ao Sol ou dá uma volta
só para te ver?
Não vê que ele inventa
roupa insiderável de viver no Sol
põe o pé e:
Mas que chato é o Sol, falso touro espanhol domado.

Restam outros sistemas fora
do solar a colonizar.
ao acabarem todos
só resta ao homem
(estará equipado?)
a dificílima dangerosíssima viagem
de si mesmo a si mesmo:
por o pé no chão
do seu coração
experimentar

colonizar
civilizar
humanizar
o homem
descobrindo em suas próprias inexploradas entranhas
a perene, insuspeitada alegria
de con-viver.

(CARLOS DRUMMOND)

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

POESIA: Eu penso na liberdade

Eu penso na liberdade,

na liberdade que o vento leva,

penso na dança que as folhas fazem,
quando o vento por elas passam e
nos sonhos que a lua tem.

Penso nas belezas que a noite esconde,
que somente a lua consegue ver,
nos pingos da tempestade
que aos poucos fazem destruição.

Penso nas crianças de prato vazio,
que tratam a fome como companheira,
às vezes penso que sou um alucinado pensador,
penso tanto e em tudo,
que chego a sentir dor.

Sinto dor na alma, 
quando vejo as palmas da falsidade,
quando ouço as falas da mentira
nas novelas de final de noite.

Sinto dor pelos jovens sem cultura,
que se enterram nas ilusões,
ilusões de momentos perdidos,
e depois de seus atos arrependidos.

Eu penso na liberdade que esse
tal de ser humano pensa que tem.
"Adilson Costa"

POEMA: Floradas & paixão


Floradas & Paixão
Oriza Martins


É primavera...
Aromas e cores, aves a cantar,
Gorjeios, sussurros, ternas alvoradas...
Nos campos e praças, nas ruas, no ar,
Ipês esparramam imensas floradas...

Brancas e lilases, rosas e douradas,
As flores do ipê têm vida pequena...
Reinam pouco tempo, intensas, caladas;
Efêmeras são... mas valem a pena!

E como o ipê que explode em cores
E esvai-se no chão em breves semanas,
Também acontecem intensos amores:
Efêmeros, rápidos, em paixões humanas.

Mas no ciclo da vida germina a esperança;
Nem sempre se esgota tal cumplicidade...
De paixões e floradas ecoam lembranças;
Muitas vezes fica, no fundo, a saudade...

E a magia que espalha em toda primavera,
O cheiro, o fascínio, a imagem do ipê;
Reacende a chama, a lembrança, a quimera,
Da paixão que um dia senti por você...

Oriza Martins

POESIA: A Pátria



Ama, com fé e orgulho, a terra em que nasceste!

Criança! não verás nenhum país como este!

Olha que céu! que mar! que rios! que floresta!

A Natureza aqui, perpetuamente em festa.

É um seio de mãe a transbordar carinhos.

Vê que vida há no  chão! vê que vida há nos ninhos,

Que se balançam no ar, entre ramos inquietos!

Vê que luz, que calor, que multidão de insetos!

Vê que grande extensão de matas, onde impera

Fecunda  e luminosa, a eterna primavera!

Boa Terra! jamais negou a quem trabalha

O pão que mata a fome, o teto que agasalha...

Quem com seu suor a fecunda e umedece,

Vê pago o seu esforço, e é feliz e enriquece!

Crianças! não verás país nenhum como este:

Imita na grandeza a terra em que nasceste!

Olavo Bilac

terça-feira, 14 de junho de 2011

POEMA: O professor está sempre errado

O professor está sempre errado 
Jô Soares

O material escolar mais barato
que existe na praça é o
PROFESSOR!

É jovem, não tem experiência.
É velho, está superado.
Não tem automóvel, é um pobre coitado.
Tem automóvel, chora de "barriga cheia'.
Fala em voz alta, vive gritando.
Fala em tom normal, ninguém escuta.
Não falta ao colégio, é um 'caxias'.
Precisa faltar, é um 'turista'.
Conversa com os outros professores, está 'malhando' os alunos.
Não conversa, é um desligado.
Dá muita matéria, não tem dó do aluno.
Dá pouca matéria, não prepara os alunos.
Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Não brinca com a turma, é um chato.
Chama a atenção, é um grosso.
Não chama a atenção, não sabe se impor.
A prova é longa, não dá tempo.
A prova é curta, tira as chances do aluno.
Escreve muito, não explica.
Explica muito, o caderno não tem nada.
Fala corretamente, ninguém entende.
Fala a 'língua' do aluno, não tem vocabulário.
Exige, é rude.
Elogia, é debochado.
O aluno é reprovado, é perseguição.
O aluno é aprovado, deu 'mole'.

É, o professor está sempre errado, mas, se conseguiu ler até aqui, agradeça a ele!

terça-feira, 31 de maio de 2011

CANÇÃO DO SUBDESENVOLVIMENTO

O Brasil é uma terra de amores
Alcatifada de flores
Onde a brisa fala amores
Em lindas tardes de abril
Correi pras bandas do sul
Debaixo de um céu de anil
Encontrareis um gigante deitado
Santa Cruz, hoje o Brasil
Mas um dia o gigante despertou
Deixou de ser gigante adormecido
E dele um anão se levantou
Era um país subdesenvolvido
Subdesenvolvido, subdesenvolvido, etc. (refrão)
E passado o período colonial
O país se transformou num bom quintal
E depois de dadas as contas a Portugal
Instaurou-se o latifúndio nacional, ai!
Subdesenvolvido, subdesenvolvido (refrão)
Então o bravo povo brasileiro
Em perigos e guerras esforçado
Mais que prometia a força humana
Plantou couve, colheu banana..
Bravo esforço do povo brasileiro
Que importou capital lá do estrangeiro
Subdesenvolvido, subdesenvolvido... etc. (refrão)
As nações do mundo para cá mandaram
Os seus capitais desinteressados
As nações, coitadas, queriam ajudar
E aquela ilha velha ajudou também
País de pouca terra, só nos fez um bem
Um grande bem, um 'big' bem, bom, bem, bom
Nos deu luz, ah! Tirou ouro, oh!
Nos deu trem, ahhh! Mas levou o nosso tesouro
ooooh! Subdesenvolvido, subdesenvolvido... etc. (refrão)
Houve um tempo em que se acabaram
Os tempos duros e sofridos
Pois um dia aqui chegaram os capitais dos..
Estados Unidos
País amigo desenvolvido
País amigo, país amigo
Amigo do subdesenvolvido
País amigo, país amigo
E nossos amigos americanos
Com muita fé, com muita fé
Nos deram dinheiro e nós plantamos
Nada mais que café
E uma terra em que plantando tudo dá
Mas eles resolveram que a gente ia plantar
Nada mais que café
Bento que bento é o frade - frade!
Na boca do forno - forno!
Tirai um bolo - bolo!
Fareis tudo que seu mestre mandar?
Faremos todos, faremos todos...
E começaram a nos vender e a nos comprar
Comprar borracha - vender pneu
Comprar madeira - vender navio
Pra nossa vela - vender pavio
Só mandaram o que sobrou de lá
Matéria plástica,
Que entusiástica
Que coisa elástica,
Que coisa drástica
Rock-balada, filme de mocinho
Ar refrigerado e chiclet de bola
E coca-cola! Oh...
Subdesenvolvido, subdesenvolvido... etc. (refrão)
O povo brasileiro tem personalidade
Não se impressiona com facilidade
Embora pense como desenvolvido
Embora dance como desenvolvido
Embora cante como desenvolvido
Lá, lá, la, la, la, la
Êh, êh, meu boi
Êh, roçado bão
O meior do meu sertão
Comeram o boi...
Subdesenvolvido, subdesenvolvido, etc. (refrão)
Tem personalidade!
Não se impressiona com facilidade
Embora pense, dance e cante como desenvolvido
O povo brasileiro
Não come como desenvolvido
Não bebe como desenvolvido
Vive menos, sofre mais
Isso é muito importante
Muito mais do que importante
Pois difere os brasileiros dos demais
Pela... personalidade, personalidade
Personalidade sem igual
Porém... subdesenvolvida, subdesenvolvida
E essa é que é a vida nacional!
CARLOS LYRA E CHICO DE ASSIS

segunda-feira, 2 de maio de 2011

POESIA: Eu, etiqueta

EU, ETIQUETA

Em minha calça está grudado um nome 
Que não é meu de batismo ou de cartório 
Um nome... estranho. 
Meu blusão traz lembrete de bebida 
Que jamais pus na boca, nessa vida, 
Em minha camiseta, a marca de cigarro 
Que não fumo, até hoje não fumei. 
Minhas meias falam de produtos 
Que nunca experimentei 
Mas são comunicados a meus pés. 
Meu tênis é proclama colorido 
De alguma coisa não provada 
Por este provador de longa idade. 
Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro, 
Minha gravata e cinto e escova e pente, 
Meu copo, minha xícara, 
Minha toalha de banho e sabonete, 
Meu isso, meu aquilo. 
Desde a cabeça ao bico dos sapatos, 
São mensagens, 
Letras falantes, 
Gritos visuais, 
Ordens de uso, abuso, reincidências. 
Costume, hábito, permência, 
Indispensabilidade, 
E fazem de mim homem-anúncio itinerante, 
Escravo da matéria anunciada. 
Estou, estou na moda. 
É duro andar na moda, ainda que a moda 
Seja negar minha identidade, 
Trocá-la por mil, açambarcando 
Todas as marcas registradas, 
Todos os logotipos do mercado. 
Com que inocência demito-me de ser 
Eu que antes era e me sabia 
Tão diverso de outros, tão mim mesmo, 
Ser pensante sentinte e solitário 
Com outros seres diversos e conscientes 
De sua humana, invencível condição. 
Agora sou anúncio 
Ora vulgar ora bizarro. 
Em língua nacional ou em qualquer língua 
(Qualquer principalmente.) 
E nisto me comparo, tiro glória 
De minha anulação. 
Não sou - vê lá - anúncio contratado. 
Eu é que mimosamente pago 
Para anunciar, para vender 
Em bares festas praias pérgulas piscinas, 
E bem à vista exibo esta etiqueta 
Global no corpo que desiste 
De ser veste e sandália de uma essência 
Tão viva, independente, 
Que moda ou suborno algum a compromete. 
Onde terei jogado fora 
Meu gosto e capacidade de escolher, 
Minhas idiossincrasias tão pessoais, 
Tão minhas que no rosto se espelhavam 
E cada gesto, cada olhar 
Cada vinco da roupa 
Sou gravado de forma universal, 
Saio da estamparia, não de casa, 
Da vitrine me tiram, recolocam, 
Objeto pulsante mas objeto 
Que se oferece como signo dos outros 
Objetos estáticos, tarifados. 
Por me ostentar assim, tão orgulhoso 
De ser não eu, mas artigo industrial, 
Peço que meu nome retifiquem. 
Já não me convém o título de homem. 
Meu nome novo é Coisa. 
Eu sou a Coisa, coisamente.
Carlos Drummond de Andrade

ISSO É CONSUMISMO!
QUAL É O PAPEL DAS TRANSNACIONAIS?


domingo, 24 de abril de 2011

POESIA: Terra de Sonhos

Terra de Sonhos

A garça agora voou se foi
Que parecia um planador
E num corixo eu lavei meus pés
De camalote navegador

Quando o fundão do mato se amorenou
Então se ouviu o canto do zabelê
E tudo tem a ver com o pôr-do-sol
Que é quando se estende à rede em dois pé-de-pau
E a noite vem pelo Pantanal

Quando o dia desativou
A noite disse agora eu sou
E veio toda com seu andor
De lua nova cheia de amor

Noite, suave noite dos sonhos meus
Noite, mãe sigilosa do pererê
Noite que a todos têm porque não se vê
A mesma noite infinita, noite astral
Amanhecendo pelo Pantanal

Quando o sol brilhou, pousou uma borboleta no meu chapéu
Só uma estrela sobrou no céu
Azul cintilante, um azul sem véu

Dia de tudo ter ou de nada ter
Desde cedinho horas pra se viver
Dia para plantar
Dia pra colher
O mesmo dia de sempre
O velho sol
Se esparramando pelo Pantanal.
Almir Sater
Composição : Almir Sater e Renato Teixeira

sábado, 23 de abril de 2011

POESIA: Pantanal em Silêncio


Pantanal em Silêncio

E por esse caminho que eu traço
No meio do mato, deixando um sinal
Vou seguindo meu velho destino
Que sempre me leva para o Pantanal

Deixo o rancho já quase tapera
E vou me atolando nesse lamaçal
Pra buscar, nesse mundo de Deus
o sentido da vida no meu Pantanal
Eh! Pantanal! Sonho infinito
Do caboclo caipira, tocando a boiada
Soltando seu grito
Eh! Pantanal!Dos jacarés
Que vão morrendo em silêncio
Na beira das águas, entre os aguapés

Onça pintada, arara, tucano, bugio
Tatu, tamanduá
Vão seguindo no meio da mata
Do homem que mata

Eh! Pantanal!Dos jacarés
Que vão morrendo em silêncio
Na beira das águas, entre os aguapés

E por esse caminho que traço
no meio do mato, deixando um sinal
Vou cantando o lamento tristonho
Dos bichos que morrem pelo Pantanal
Sérgio Reis
Composição : Aral Cardoso




Qual a diferença entre lago, lagoa, laguna, barragem, açude ou represa?

O que é um lago ?  Lagos   são águas continentais, geralmente tranquilas, que se encontram armazenadas em depressões cercadas por terras. El...