domingo, 13 de março de 2011

PROJETO CONHECENDO MATO GROSSO

Na Escola Estadual Joaquim Nunes Rocha em 2007 em uma sala de 3º ano do Ensino Médio, estudando Geografia e História de MT, os alunos ficaram muito interessados nos conteúdos e, diante disso, resolvemos realizar uma apresentação sobre o que eles haviam estudado. Seria um dia diferente na escola com apresentações, comidas típicas, etc.
Posteriormente, alguns colegas de trabalho, incentivaram para que tal evento se transformasse em um projeto - a partir daí, surgiu O Conhecendo Mato Grosso, projeto que tem o objetivo de estudar para conhecer a História e a Geografia de Mato Grosso e, a partir disso, buscar uma valorização dos aspectos físicos, políticos, socioeconômicos e culturais contemplados por essas áreas do conhecimento, muitas vezes esquecidos pelos mato-grossenses e desconhecidos pelos imigrantes que chegam a todo o momento em nosso Estado por inúmeros motivos. E, também, para buscar uma nova roupagem à Geografia e à História Regional. Em 2010 o projeto abraçou as disciplinas de Filosofia e Sociologia, o que só veio a enriquecê-lo, pois acrescentou alguns aspectos relativos à essas áreas, que consideramos interessantes para o conhecimento de nossos alunos.
Este projeto é realizado no primeiro bimestre do ano letivo, tendo a Semana de Mato Grosso como ponto alto das atividades. Ao longo desses quatro anos, o projeto foi sendo construído pelos alunos, apenas coordenado pela professora autora.
Professora Cidinha Coinete

sábado, 12 de março de 2011

TSUNAMI

Chamada de tsunami - palavra de origem japonesa que significa 'grande onda' (tsu = grande e nami = onda) -, a onda gigante e solitária forma-se em oceanos ou lagos por causa de um evento geológico. Isso quer dizer que, em geral, os tsunamis surgem após um terremoto nas profundezas dos oceanos causado pelo movimento das placas tectônicas. O terremoto pode desencadear uma avalanche submarina de lama e pedras, que movimenta a água de repente e com grande força. Isso intensifica o movimento das ondas e gera o tsunami.

A possibilidade de ocorrer um tsunami na Europa, na África e no Brasil é pequena. Já em continentes que são margeados pelo oceano Pacífico, as chances são maiores. Isso acontece porque há menos vulcanismos e movimento de placas tectônicas nas bordas dos continentes localizados às margens do oceano Atlântico do que em continentes com costa voltada para o Pacífico.

O fato é que a onda gigante pode viajar por centenas ou até milhares de quilômetros no oceano. Um terremoto no Chile pode provocar um tsunami na Austrália. São raros os tsunamis gigantescos que destroem vilas ou cidades costeiras. A maioria deles é muito fraco e gera ondas com poucos centímetros.

Existe a possibilidade de que a altura do tsunami aumente durante a viagem pelos oceanos. Uma onda com altura entre dois e quatro metros pode crescer ao atingir águas rasas que estejam próximas ao ponto de impacto da onda com a costa.

Tsunamis desse tipo já aconteceram na Califórnia, no Oregon e em Washington, estados localizados na costa dos Estados Unidos voltada para o oceano Pacífico. As ondas tinham entre dez e 18 metros. Existem pessoas que não sentem medo de ondas desse tamanho. Para alguns surfistas malucos, essa é a oportunidade de tentar pegar a maior onda de suas vidas.

Muitos países atingidos por tsunamis construíram centros para estudar esse fenômeno, como o Japão, os Estados Unidos, a Austrália e a Costa Rica. O objetivo é evitar catástrofes maiores. O monitoramento é feito através de sismógrafos posicionados ao redor do planeta e que emitem dados diários sobre a movimentação no interior da Terra. Os observatórios trocam esses dados e outras informações para que os pesquisadores possam prever quando um tsunami acontecerá e quanto tempo será necessário para ele chegar à costa. Com esse cuidado, as pessoas podem ser retiradas rapidamente das áreas de risco e levadas para locais seguros. Assim, o número de vítimas e os prejuízos materiais diminuem.

Há centros de pesquisa que estudam a possibilidade de o impacto da queda de asteróides nos oceanos em tempos remotos ter provocado fortes tsunamis.

Como conseqüência, mudanças drásticas na zona costeira teriam ocorrido, como o desaparecimento de algumas espécies e mudanças nos rumos da evolução de outras.
Esses fenômenos naturais mostram como a Terra é dinâmica, está em constante mudança e que é preciso aprender a conviver com eles.

Embora as ondas geradas pelos tsunamis possam se propagar a 800 Km/h, os navegadores quase não dão conta por elas. No entanto, ao aproximarem-se do litoral, essas montanhas de água erguem-se subitamente, devastando tudo à sua passagem.

Os tsunamis atravessam o oceano em poucas horas. Em 1960 um terremoto sacudiu o Sul do Chile. Menos de 24 horas depois, do outro lado do mundo, esse tremor deu origem a um tsunami que devastou as costas do Japão. Outro tsunami famoso foi o da ilha de Krakatau (antes conhecida como Krakatoa) na Indonésia, em 1883. Ele aconteceu por causa de grandes erupções vulcânicas nas Índias Orientais o que provocou nas costas de Java, Sumatra e ilhas vizinhas ondas terríveis, com 30 m de altura. Esse tsunami destruiu completamente a cidade de Merak, levando um navio 2,5 km para o interior da ilha, a 10 metros do nível do mar! Nesse tsunami, mais de 36 mil pessoas morreram. Antes disso, em 1755, ondas com mais de 20 metros de altura atingiram o litoral de Lisboa, capital de Portugal, destruindo a cidade e matando centenas de pessoas.
Augusto Jeronimo Martini
Fonte: www.piave.org




TERREMOTO

 Terremoto ou sismo são tremores bruscos e passageiros que acontecem na superfície da Terra causados por choques subterrâneos de placas rochosas da crosta terrestre a 300m abaixo do solo. Outros motivos considerados são deslocamentos de gases (principalmente metano) e atividades vulcânicas. Existem dois tipos de sismos: Os de origem natural e os induzidos. 

A maioria dos sismos são de origem natural da Terra, chamados de sismos tectônicos. A força das placas tectônicas desliza sobre a astenosfera podendo afastar-se, colidir ou deslizar-se uma pela outra. Com essas forças as rochas vão se alterando até seu ponto de elasticidade, após isso as rochas começam a se romper e libera uma energia acumulada durante o processo de elasticidade. A energia é liberada através de ondas sísmicas pela superfície e interior da Terra. 

Calcula-se que 10% ou menos da energia de um sismo se reproduz por ondas sísmicas. Existem também sismos induzidos, que são compatíveis à ação antrópica. Originam-se de explosões, extração de minérios, de água ou fósseis, ou até mesmo por queda de edifícios; mas apresentam magnitudes bastante inferiores dos terremotos tectônicos. 

As consequências de um terremoto são: 
• Vibração do solo, 
• Abertura de falhas, 
• Deslizamento de terra, 
• Tsunamis, 
• Mudanças na rotação da Terra. 

Além de efeitos prejudiciais ao homem como ferimentos, morte, prejuízos financeiros e sociais, desabamento de construções etc. As regiões mais sujeitas a terremotos são regiões próximas às placas tectônicas como o oeste da América do Sul onde está localizada a placa de Nazca e a placa Sul-Americana; e nas regiões em que se forma novas placas como no oceano Pacífico onde se localiza o Cinturão de Fogo. O comprimento de uma falha causada por um terremoto pode variar de centímetros a milhões de quilômetros como, por exemplo, a falha de San Andreas na Califórnia, Estados Unidos. 

Só nos Estados Unidos acontecem cerca de 13 mil terremotos por ano que variam de aproximadamente 18 grandes terremotos e um terremoto gigante sendo que os demais são leves ou até mesmo despercebidos. 
A escala mais usada para medir a grandeza dos terremotos é a do sismólogo Charles Francis Richter. Sua escala varia de 0 a 9 graus e calcula a energia liberada pelos tremores. Outra escala muito usada é a Mercalli-Sieberg, que mede os terremotos pela extensão dos danos. Essa escala se divide em 12 categorias de acordo com sua intensidade.
Por Gabriela Cabral 
Equipe Brasil Escola








GEOGRAFIA CANTO E IMAGEM

quinta-feira, 10 de março de 2011

GEOGRAFIA EM POESIAS: Tempos e espaços


Os tempos se encontram,
  desencontram   e se abraçam,
    se arranham, se enlaçam abrigando
      a torrente do heterogêneo existir.

       É, o  existir, pluralidade  dos tempos
       conviventes no regaço
       das correntes performáticas,
   animadas e enfáticas
dos inúmeros  espaços.   
  
O espaço é testemunha
   dos tempos  complexos e banais
     que se aproximam,  se definem, se afetam,         
        se alinham nas fronteiras   relacionais.

              Os tempos se animam,
                 ou  afastam seus frontais,
                   se encaixam, desencaixam,
                    se alastram  pelo mundo
                        transpassando todos portais.

São, os espaços, descontínuos,
seus regaços,  nada formais,
em figuras que se alargam
se esfregam, se embargam
sob formas desiguais.

(Poema extraído do livro "Geografia em Poesias:  tempos, espaços, pensamentos...)



Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB)

             Em 17 de setembro de 1934, à Av. Angélica, 133, os Srs. Pierre Deffontaines, Luiz Flores de Moraes Rego, Rubens Borba de Moraes e Caio Prado Jr, resolveram os presentes fundar uma sociedade de estudos geográficos denominada Associação dos Geógrafos Brasileiros. 
            Desde o seu surgimento a AGB congregou intelectuais de renome como: Caio Prado Junior, Luiz Fernando Morais Rego, Rubens Borba de Morais e Pierre Monbeig.
            Em 1944, AGB passou a se constituir em uma entidade de dimensões nacionais, que possuía sócios, profissionais, estudantes e colaboradores em todo o território brasileiro. As primeiras seções regionais foram criadas nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco e Bahia.
            Até o início dos anos 70 a AGB era caracterizada como uma associação de pesquisadores. Mas no final dos anos 70 (1978), na reunião anual realizada em Fortaleza, Ceára, a AGB estimulada pelo crescimento do movimento estudantil brasileiro, passou por uma renovação de sua perspectiva organizacional, que se refletiu no processo de reformulação de seu estatuto que a tornou uma associação mais integrada à luta pelos direitos humanos e ao debate político e democrático da sociedade. 
             A história institucional da AGB está integrada à história da Geografia e do pensamento geográfico brasileiro, não havendo sentido em falar do pensamento geográfico sem citá-la. Dentre seus objetivos está a promoção do conhecimento científico a partir da troca de idéias de seus associados. Isso acontece nas reuniões regulares da Associação, nos fóruns de discussão e demais grupos de estudo. O diálogo se dá também por meio das publicações que mantemos
             A AGB é uma entidade civil, sem fins lucrativos, que reúne geógrafos, professores e estudantes de Geografia preocupados com a promoção do conhecimento científico, filosófico, ético, político e técnico da Geografia para que se possa oferecer à crítica da sociedade uma abordagem geograficamente consistente dos seus/nossos problemas, com o intuito de aperfeiçoar do debate científico da Geografia e que se interessam pelo desenvolvimento de alternativas e iniciativas de promoção do bem-estar social.
           
Destaca-se entre seus objetivos:
  • Promover o desenvolvimento da Geografia, pesquisando e divulgando assuntos geográficos;
  • Estimular o estudo e o ensino da Geografia, propondo medidas para seu aperfeiçoamento;
  • Manter intercâmbio e colaboração com outras entidades brasileiras e internacionais dedicadas à pesquisa geográfica ou de interesse correlato;
  • Analisar atos dos setores públicos ou privados que interessem e envolvam a ciência geográfica, os geógrafos e as instituições de ensino e pesquisa da Geografia, e manifestar-se a respeito;
  • Congregar os geógrafos, professores e estudantes de Geografia e demais interessados, pela defesa e prestígio da classe e da profissão;
  • Promover encontros, congressos, exposições, conferências, simpósios, cursos e debates, bem como o intercâmbio profissional;
  • Representar o pensamento de seus sócios, junto aos poderes públicos e às entidades de classe, culturais ou técnicas.

Profissão de Geógrafo/Geografia/Profissional de Geografia


profissão de Geógrafo foi regulamentada pela Lei n°6.664, de 26/6/79, e Decreto n°85.138, de 15/12/80, e pela Lei n°7.399, de 04/11/85, e Decreto n°92.290, de 10/01/86.

            A Geografia descreve e explica o ambiente do homem e seus efeitos sobre o modo de vida (latitude, topografia, altitude, repartição de terras, águas, disposição dos traços do relevo). É o estudo geral do Universo, das características da Terra e dos aspectos econômicos, sociais, políticos e culturais decorrentes da ocupação pelo homem.

       Classifica-se em geral em geografia física, que concerne ao ambiente físico da Terra (atmosfera, biosfera, hidrosfera e litosfera) e geografia humana, o estudo das pessoas e suas atividades. Em ambas há ênfase na análise espacial, qual seja, o estudo das localizações e dos padrões.

       A Geografia aborda tanto as ciências físicas quanto as sociais, valendo-se de sua metodologia e de seu conteúdo, e também contribuindo para os mesmos.

         Pode ser subdividida em diversas outras disciplinas especializadas, como, por exemplo, a geomorfologia, que constitui o estudo científico da origem e evolução dos acidentes geográficos; a geografia populacional aplicada.

Fonte: https://www.creaap.org.br/interatividade/noticias/detalhe/1027/1 

         O Profissional de Geografia pode atuar no ensino fundamental ou médio, em empresas públicas e privadas, prefeituras, secretarias de Estado ou como autônomo. Caso seja pós-graduado, pode atuar em universidades como pesquisador ou professor.

      A profissão foi regulamentada (Lei no 6664) em 1979 e, para exercê-la, é preciso ter registro no Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia - CREA. Entre as atividades desenvolvidas pelo geógrafo, está o estudo dos aspectos físicos da Terra - atmosfera, biosfera, hidrosfera e litosfera - e da organização espacial da sociedade, suas inter-relações, economia, bem como seu modo de apropriação da natureza.

        O mercado de trabalho nesta área tem crescido em função da necessidade da presença do profissional de geografia nos planos diretores do município e nas comissões de meio-ambiente.

Fonte:www.portalsaofrancisco.com.br

Qual a diferença entre lago, lagoa, laguna, barragem, açude ou represa?

O que é um lago ?  Lagos   são águas continentais, geralmente tranquilas, que se encontram armazenadas em depressões cercadas por terras. El...